quinta-feira, 28 de maio de 2009

Anthrax - Among the Living




Outra banda a ter em conta no mundo do Trash-Metal é sem dúvida o 4º grande- Anthrax e pessoalmente uma das minhas favoritas.
Este álbum representa sem dúvida alguma o auge de uma banda que nem sempre tem o reconhecimento que deveria ter.
Este Among the Living é a prova de isso mesmo.
Anthrax tem pecado, talvez ainda mais do que Megadeth pelas mudanças na formação, mas neste álbum a formação tornou-se a nº1 dos fans: Joey Belladonna, Dan Spitz, Scott Ian, Frank Bello e Charlie Benante.
Fans das novelas de Stephen King, «Among the Living» abre com um preságio de doença mortífera...A introdução certamente terá sido levada a sério pelos Metallica mais tarde em «That Was Just Your Life» (música de abertura de Death Magnetic). Os primeiros breaks de bateria anunciam a dimensão do que seria o seu melhor álbum.Grande tema, Joey em grande forma.

«Caught in a Mosh» é ainda hoje considerado dos melhores temas gravados e lançados no mainstream metaleiro. Os segundos que a antecedem ditam a velocidade estonteante. O título não engana, esta música é mesmo dedicada ao Mosh-Pit! Neste mesmo tema nota-se porque Scott Ian é das personagens mais respeitados do género.

«I am the Law» é outro dos temas mais conhecidos da banda, a par de «Imitation of Life», os créditos são repartilhados com o antigo baixista da banda, o sr. Lilker. E porque o universo metaleiro não têm barreiras, este tema vai buscar inspiração à BD.
Repare-se também que o artwork é também uma referencia a Poltergeist.
Pessoalmente sinto um certo arrastamento em certos temas, este é um deles.Não estraga, mas não trás nada de novo este arrastamento.

«NFL» Nice Fuckin Life! O riff por alturas do refrão é extremamente víciante! É outro dos temas que faz deste álbum um best of autentico da banda.
A sonoridade torna-se cada vez mais própria, se bem que sentem-se rasgos de Metallica, banda com quem partilham grande afinidade, lembro-me de «Phantom Lord» (Kill'm'All) interpretado pelos Anthrax.






quarta-feira, 27 de maio de 2009

Slayer - Reign in Blood


A banda que passados tantos anos ainda leva muitas mãezinhas á loucura certamente... Slayer é uma milícia. Os seus fans são legiões autenticas e fieis á sua agressividade.
Slayer é bruto. Slayer não é bonito. Slayer não é para qualquer um.

Reign in Blood é a par de Master of Puppets o álbum com maior reconhecimento dentro do Trash-Metal apesar da sua curta duração.

Meia-hora que parece estar no Fast-Foward! «Angel of Death» abre logo em polémica. «Aushwitz the meaning of hate, the way that I want you to die...». A letra é forte, e nada menos se esperava, mas as acusações de racismo são levadas por água abaixo face á étnia do orador por exemplo... Lembrar o Holocausto de forma a não se repetir nada semelhante. É demonstrando o ridículo que os Slayer fazem uma das críticas mais controvérsias da história do metal.
Igualmente violenta é a própria musica, com um conunto de riffs fácilmente reconhecidos pelos fans. Sobreviver aos ultimos minutos é tarefa complicada...

«Piece by Piece» e «Necrophobic» não baixam a intensidade, principalmente o segundo... existirá algo mais intenso que Slayer?

«Altar of Sacrifice» perde dois segundos para a introdução... E volta a bombardear-nos com uma granada de trash puro e duro. Cada vez mais pesada, a musica torna-se um apelo hipnótico ao headbanging!

Numa ponte quase perfeita, «Jesus Saves» dá qualquer coisa como um minutinho de descanço... a ligação entre temas faz deste Reign in Blood um álbum fenomenál do princípio ao fim.

Os temas seguintes seguem um esquema quase perfeito estando Dave Lombardo na melhor forma possível! Sem deixar para trás a técnica de Jeff Hanneman e de Kerry King que não perdoam um segundo que seja sem um riff esmagador ou com um solo a 250 km/h...

No fim, a cereja no topo. «Raining Blood». Que mais há a dizer? A melhor entrada de sempre? A Little Boy da musica pesada?
O tema mais reconhecido da banda é como um Pai Nosso para os fans do metal mais extremo.
Mais uma fez Tom Araya a entrar muito bem com os seus vocais fantásticos, até á calma que antecede a tormenta... O riff é avassalador, é impossível não sentir a adrenalina a subir pela espinha logo no primeiro break de bateria... por milhares de vezes que se ouça, nunca perde o impacto- simplesmente perfeita!

Peço que tenham em detalhe o artwork da capa, penso que fácilmente compreenderão a controvérsia á volta da banda ao longo dos anos assim como certos excessos por parte de fans mais extremos que mal-interpretam por vezes a mensagem da banda.

Iron Maiden - The Number of the Beast




É impossível não referir este álbum a qualquer novato nestas andanças. Possívelmente o álbum com maior importancia na história do Metal, é também o grande culpado do estatuto dos Iron Maiden.
Depois de um problemático Killers, este terceiro álbum dos Maiden foi a estreia do que viria a ser uma das personagens mais enigmáticas do Metal- Bruce Dickinson.

O novato não sente o peso do vocalista anterior e entra a rasgar. Sinceramente alguém tem assim tanta pena de Bruce substituir o Paul?!

A crítica na altura não teve misericordia, desde maus músicos a satanicos, os Maiden foram acusados de tudo, sendo este álbum reconhecido pela critica já num patamar Mainstream da banda.

«Invaders» abre em grande estilo um álbum cheio de energia num tom épico, como entendo aqueles metaleiros dos anos '80 com ar de camionistas... é inevitável Bruce Dickinson entra na cabeça e tudo o resto apaga-se.«Invaderes!!! Where are they?» é de tirar a respiração.

Rápidamente passamos a escutar o primeiro grande teste vocal a Bruce, «Children of the Damn» apresenta a balada do álbum. Nos ultimos minutos começamos a verificar o futuro da estrutura musical dos Maiden. Introduções profundas , solos e breaks rápidos deixados para o fim como no futuro se verificaria em temas como «Fear of the Dark» e «Brave New World» por exemplo.

«The Soldier» e «22 Acacia Avenue» passam mais despercebidas não baixando o nível técnico das anteriores mas fazendo notar a evolução musical dos primeiros álbuns para este Number of the Beast.
Os minutos que se seguem podem muito bem ser apontados como os mais importantes da carreira dos autores de «2 Minutes to Midnight».
O imaginário de Steven Harris é algo fascinante. Os primeiros segundos do tema são apresentados por uma voz tenebrosa... «Number of the Beast» é um dos melhores temas alguma vez escritos! Que riffs, que breaks, que voz, que letra!! É simplesmente genial a forma como Bruce abre o tema. A explosão de energia deste ábum.
Como seria de esperar, um título destes envolve mais uma vez a banda sob acusações de satanismo, sendo desmentido pela banda.

«Run to the Hills» é também um dos temas mais reconhecidos da banda e percebe-se bem porquê!
A bateria põe a marchar qualquer um. Marcha essa certamente vitoriosa, mais uma vez tem de se dar os parabéns a Bruce Dickinson pelo sentimento que a sua voz provoca.
Foi este o single que deu a conhecer o novo vocalista ao mundo, e derepente não me lembro de nenhum vocalista entrar tão bem numa banda como ele com este single de sucesso.

«Gangland» é outro tema, que apesar de passar ao lado a muita gente, penso que poderia ter sido um single (talvez noutro álbum). Um bom seguimento dentro do álbum, mas o momento que se espera é o seguinte...

Comparada a «Stairway to Heaven» de Led Zeppelin para o mundo da música Metal, «Hallowed Be Thy Name», mete «War Pigs» e «Iron Man» de Black Sabbath no bolso no que toca á eleição da melhor musica de metal de sempre.
A história dos ultimos momentos de um prisioneiro condenado á morte leva-nos a uma epopeia musical cheio de solos marcantes. Lembro-me perfeitamente de ter assistido a Apocalyptica tocarem «Fight Fire With Fire» e «Seek'n'Destroy», temas mais antigos de Metallica, para os fans de Metallica, assim como «Refuse/Resist» de Sepultura, mas no entanto naquela noite foi a versão deste tema interpretado pelos Machine Head que teve o maior nº de aplausos! Este é o maior hino de sempre de todo o género. E sem dúvida um daqueles obrigatórios de se ouvir pelo menos uma vez na vida.
Existe melhor forma de se fechar um álbum?

terça-feira, 26 de maio de 2009

Megadeth - Rust in Peace


Facilmente apontado como o álbum mais marcante da banda de Dave Mustaine, com Marty Friedman pela primeira vez na edição de um álbum, este Rust in Peace compila vários temas de sucesso com temas de culto para os fans como «Tornado Souls».
Por muito que Dave Mustaine seja criticado, é de louvar que este álbum tenha sido escrito e composto quase na sua totalidade pelo próprio.

«Holy Wars...The Punishment Due» é dos melhores temas de sempre da história do Metal na minha opinião pessoal. Estão a ver aquele CD que levariam para uma ilha deserta?...
O Riff inicial é simplesmente genial e arrebatador!A velocidade, a energia e... Dave entra com a sua mensagem. Sempre directo, dentro e fora de palco, Dave vai buscar os conflitos religiosos para compor este incrível tema.
A ponte entre partes leva-nos a lembrar das arábias, um som muito próprio que encaixa a 100% no tema. Os Solos de Dave são simplesmente geniais, rápidos e complexos, fácilmente o ouvinte entra num estado de transe profundo.

«Hangar 18» não dá descanso. Outro tema mais do que chave na história dos Megadeth que nos ambienta num hangar cheio de segredos do outro mundo... Como encontramos na capa, Vic Rattlehead, a mascote da banda (o Eddie dos gajos...), frente a frente com um alien e com os principais chefes de estado na altura de lançamento do álbum no início da década de '90.

Infelizmente a versão lançada ao público é bastante mais reduzida que a do álbum, deixando parte da envergadura deste tema de fora com um solo/break fantástico mesmo no fim.
Esta música ainda hoje é um must nos seus concertos e sempre um dos temas mais esperados pelos fans da banda.

«Take No Prisioners» começa com um bom trabalho de bateria assim como um assinalável trabalho de baixo. Desta vez o tema passa pelos prisioneiros de guerra, outro tema a ter em conta neste álbum.

«Five Magics» é um dos momentos mais complexos do álbum, o break de bateria inicial engana. Ao fim de dois minutos de introdução Mustaine dá o ar da graça num tema que parece um solo gigantesco, de facto o que realmente distingue-se na sonoridade entre Metallica e Megadeth é a importância que o segundo dá à guitarra solo.

Não tem Cliff Burton, mas tem baixista também. Neste caso David Ellefson que dá o seu contributo na introdução deste «Poison Was the Cure» que puxa um pouco mais para o Trash puro e duro do que os temas mais progressivos.

«Lucretia» é outro tema bastante técnico e rapidamente se verifica que têm o carimbo Megadeth. A sua sonoridade é bastante própria e penso que este se trate de um bom exemplo, mas não tão bom como o seguinte...

«Tornado Souls»... Outro clássico que podemos encontrar neste álbum e possivelmente o ponto alto do mesmo. Uma música que sem darmos conta estamos a bater o pé e a descair o pé ao som da batida, tanta energia contida naquelas cordas como é possível?
Um dos melhores riffs do trabalho da banda assim como o solo final.
Trava-se a fundo e arrancamos lentamente numa segunda... «Dawn Patrol» é mesmo musica de patrulha... obscura, lenta, pesada, esquisofrénica...funciona mais como um interlúdio ou uma introdução para o tema seguinte...«Rust in Peace...Polaris».

Da obscuridade sai um break de bateria e um rasgo ,da bastante própria , voz de Dave Mustaine.
O som de fundo certamente influenciou no futuro a produção de «Sweating Bullets» com aquele som de fundo sinistro...Um bom tema a fechar o álbum deixando no ar um ....Rust In Peace!

Um álbum bastante técnico mas que não esquece a brutalidade do trash-metal a que nos habituaram desde sempre. Dave Mustaine é sem dúvida alguma um icon do metal, para o melhor e para o pior.



Metallica - Ride the Lightning


Muito se fala de Master of Puppets, sem dúvida um grande álbum e para muitos o melhor da discografia de Metallica. No entanto eu torço um pouco o nariz quando me dizem que este marca a diferença quer na banda como na história do Trash-Metal...

Ride the Lightning é o segundo álbum da banda e curiosamente também o segundo a ter em conta aqui na Metal Master.

O que se passou entre Kill'm'All e este? pergunto eu... Kill'm'All era rápido e sem espinhas, trash puro. Em Ride the Lightning, Metallica continuam pesados e agressivos mas demonstram a veia criativa que simplesmente não imaginariamos na presença de James Hetfield dos anos 80...

Hoje trata-se de um álbum de culto para todas as gerações metaleiras.

«Fight Fire With Fire» começa por enganar o ouvinte mais convicto... a introdução faz a diferença. Um tema que poderia muito bem ser inserido em Kill'm'All, rápido e com um rasto de destruíção desmedido. Um tema que ainda hoje é acarinhado pelos fans mais antigos.
O tema favorito de Flea (baixista dos Red Hot Chili Peppers) e que em 2008 os Apocalyptica fizeram questão de tocar no Rock in Rio Lisboa.
Um trabalho fenomenal de Lars Ulrich na Bateria, um riff mortífero a cargo de Kirk Hammett e
Cliff Burton a provar porque era um dos melhores do mundo.

A faixa que dá nome ao álbum segue-se. A batida simples mas pesada e os agudos da guitarra dão a este tema uma das melhores introduções de sempre do Trash Metal. Cheia de garra- «Now Its Time to Die!» Rápida e pesada, mais uma vez os Metallica não baixam o nível técnico com bons solos rápidos, ainda escritos no tempo de Dave Mustaine que fora expulso da banda ainda no tempo de Kill'm'All . Se no tema anterior desconfiava-se, agora temos a certeza que tornam-se progressivos de tema para tema, são temas a rondar os 6 minutos sem se arrastarem.


«For Whom the Bell Tolls» é um clássico da banda. Terceiro single deste álbum abre com um incrivel trabalho de Cliff Burton com o seu baixo misturado em distorção ao som de sinos como o título indica. Com Ernest Hemingway, autor que a banda sempre fez questão de mostrar admiração, em mente através da novela que este compôs com o mesmo título. Este tema usa uma linguagem forte, nua e crua- «Take a look to the sky just before you die, its the last time you will». É ainda hoje, mais de duas décadas depois um tema algo comum de ser tocado na banda ao vivo.

Ride the Lightning abriu as portas a todo um novo reportório dentro do Trash-Metal. Ao contrário do Punk, as vertentes metaleiras rápidamente sentiram a necessidade de evoluirem, quer a nível musical como a nível de postura na sociedade. O Trash de Kill'm'All funcionava, mas até que ponto esse seguimento seria positivo? «Fade To Black» vem mostrar que Metallica amadoreceram e sentiram na pele o peso do sucesso. A primeira Power Ballad da história da banda. este tema é ainda hoje um marco assinalável em qualquer show ao vivo, a sua introdução acoustica juntamente com a letra de cariz pesado (sentimental) eleva mais um pouco o estatúto da banda que arrisca tudo sem medos ao lançar este tema.
Cada vez mais pesado, o riff final assim como o solo introdutório e final demonstra um grande trabalho de Kirk Hammett que marcava posição dentro da banda. Não é por acaso que esta música tem um dos melhores solos de sempre segundo a Guitar World...

«Trapped Under Ice» volta a marcar a batida rápida ao nível do primeiro álbum. Lars Ulrich a 200 % sem que o jovem James Hetlfield se deixe ficar para trás. Como afirmei para «Fight fire with Fire», este tema poderia muito bem se juntar a Kill'm'All.

«Escape» é talvez o ponto mais indiferente, por assim dizer, do álbum. Um refrão que fica no ouvido, mas talvez um pouco mais de sal na música não fizesse assim tanto mal...

Sabem o que em 2007 e em 2008 os concertos de Metallica em Portugal tiveram em comum? Abriram com «Creeping Death» e fecharam com «Seek'n'Destroy».
Pode não estar a abrir, mas quase a fechar o álbum, «Creeping Death» tem dos melhores riffs da banda de San Francisco. Porque a vida também se constroi de um imaginário fantástico, este tema leva-nos a uma viagem ao passado egípcio, num mundo de faraós e de escravos...
Cheia de garra e de energia, este é um dos meus temas favoritos.
O Solo final é incrivelmente rápido e o famoso fecho «Die!Die!» faz-nos sentir tribais, poderá um homem se sentir mais viril do que grunhir tais frase de arremeço?! Um tema fenomenal, principlamente ao vivo.

E porque este segundo álbum tinha o intuíto de surpreender, nada melhor do que acabar com a maior surpresa de todas. Um Instrumental de quase 9 minutos, mais do dobro de (Anesthesia)Pulling Teeth do antecedor.
Algo experimental, este tema volta a ter a cargo de Cliff Burton os efeitos transcendentes numa orquestra montada para fechar este álbum de culto.

Iron Maiden - Iron Maiden


E que melhor banda por começar senão os míticos Iron Maiden?


Iron Maiden, nome perfeito para este primeiro álbum da banda ainda sem o lendário Bruce Dickinson na frente (a cargo de Paul«Di'anno» Andrews). Pouco original no que toque ao facto de se repetir, no entanto, se ainda hoje trata-se de um título de peso, imagino como teria sido em 1980!

Este álbum lançou a mítica banda britânica ao mundo que pouco depois viria a torná-los os Icons do Metal. Com pouco mais do que Black Sabbath, Judas Priest e Kiss, o público necessitáva de algo mais rápido mas igualmente pesado, começava a fébre metaleira.

«Prowler» abre pouco mais de 40 minutos de música de tirar o folgo, ainda a descair para um certo Hard-Rock. Os primeiros riffs demonstram a garra da banda que não exita em demonstrar grandes solos nem ter piedade da bateria.
Iron Maiden não podem ter outra etiqueta que não a Metal, e ainda hoje aqueles solos rápidos criam aquela adrenalina que nos manda para o mosh-pit sem pensar duas vezes! Um Clássico garantido deverá ter sonhado um dia Steven Harris e companhia.

Sem nos deixar sonhar alto demais, «Remenber Tomorrow» cria uma certa melâncolia ao ouvinte que fácilmente se apercebe da carga emotiva de Paul que dedica este tema a seu avô falecido. O tema que influenciou bandas como Metallica a escrever «Fade To Black» e «Welcome Home (Sanatarium)» é o momento mais calmo deste clássico Iron Maiden. Como tributo, os próprios Metallica criaram uma versão no álbum da revista Kerrang! Maiden Heaven- Tribute to Iron Maiden.

O terceiro tema é também o single de apresentação dos Maiden ao mundo- «Runnin' Free»- numa onda mais blues, bem rock'n'roll old-school, que música! Na capa consta Eddie ainda tapado pois só seria revelado ao mundo no lançamento do próprio álbum. Ao nível de «Breaking the Law» do também clássico British Steel dos Metal Gods Judas Priest também lançado em '80.
Mas o que faz realmente deste álbum uma obra de arte ainda está para vir, e muito graças a este tema que se segue...

«Phantom of The Opera» é épico e nada mais se pede dele! Certamente o tema favorito de muitos fans da banda, este é um daqueles incontornáveis na sua incrível discografia. Desde o trabalho inicial de Dave Murray na guitarra á letra de Steven Harris mítico baixista da banda.
Um incrível solo pelo meio que transcede todos o temas que precederam, a técnica fantástica da banda é demonstrada pela primeira vez.

A música que se segue não baixa o nível técnico da anterior e vai mais longe, tenta o instrumental logo no álbum de estreia. «Transylvania» é complicado demais para ser tocado diziam os membros da antiga banda de Steven Harris... Eu vou mais longe, é intocável, está perfeita como está.

Iron Maiden demonstra-se cada vez mais progressivo, como se seguisse uma certa linha musical. «Strange Days» mal se distingue do tema anterior, certamente uma continuação para o ouvinte. A mesma carga emotiva, pesada.

Mas porque Maiden é Heavy Metal puro, «Santuary» não perdoa! Meu Deus que tema! O segundo single da banda e certamente o click para os fans mais antigos se virarem para a banda.
Ainda hoje é comum os fans serem presenteados com este tema no fecho dos concertos como foi o caso do Rock in Rio e do Rock am Ring.
Por curioso este tema foi só incluído no álbum em 1998 quando a discografia fora revista sendo um tema de gravação ao vivo e não de estúdio.
Este single criára também alguma polémica graças a Eddie, assassino da Primeira- Ministra Margaret Thatcher na capa do cd-single.

«Charlotte the Harlot» é uma saga que percorre outros álbuns, precisamente 4 músicas ao longo da discografia dos Maiden. Charlotte é uma personagem fictícia que retrata a vida de uma prostituta que tenta sair dessa vida da qual não se orgulha. Um bom tema que mais uma vez marca a diferença num álbum estremamente progressivo para a data.

«Iron Maiden», prova o valor do nome. Porque não se trata de meninos com guitarras e cabelos esticados mas sim de homens de barba rija, este tema rebenta com tudo e todos. Talvez o momento mais pesado do álbum na sua totalidade. Na EMI certamente encontraram diamante em bruto com este fecho que deixa no ar a vontade de carregar no replay. É dos temas menos técnicos da banda mas um clássico a par de temas como «The Trooper» que ficaram para sempre na história do Heavy Metal.

Um álbum de colecção para qualquer metaleiro que se prese!

Welcome Home (Metal Master)


Sejam bem-vindos todos vós amantes do mundo do metal. De álbum em álbum pretendo ampliar a minha análise crítica sobre o mundo fantástico do metal e todos os que o compõem.
Desde mais me apresento como um amante de todo o típico de música mas com especial carinho sobre sonoridades mais pesadas. No meu «curriculum» tenho assistido a poucas centenas de concertos ao vivo... Entre outros: Iron Maiden, Slayer, Metallica, Megadeth, Machine Head, Judas Priest, Moonspell, Alice in Chains, Rage Against the Machine, Korn, Mastodon, Tool, Deftones, Testament, Soulfly, Rammestein, Obituary, Sepultura, Blind Guardian, Ramp, Slipknot...

Não sou um verdadeiro metalhead, mas a minha curiosidade e a vossa poderá um dia elevar-me a esse estatuto!

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