
E que melhor banda por começar senão os míticos Iron Maiden?
Iron Maiden, nome perfeito para este primeiro álbum da banda ainda sem o lendário Bruce Dickinson na frente (a cargo de Paul«Di'anno» Andrews). Pouco original no que toque ao facto de se repetir, no entanto, se ainda hoje trata-se de um título de peso, imagino como teria sido em 1980!
Este álbum lançou a mítica banda britânica ao mundo que pouco depois viria a torná-los os Icons do Metal. Com pouco mais do que Black Sabbath, Judas Priest e Kiss, o público necessitáva de algo mais rápido mas igualmente pesado, começava a fébre metaleira.
«Prowler» abre pouco mais de 40 minutos de música de tirar o folgo, ainda a descair para um certo Hard-Rock. Os primeiros riffs demonstram a garra da banda que não exita em demonstrar grandes solos nem ter piedade da bateria.
Iron Maiden não podem ter outra etiqueta que não a Metal, e ainda hoje aqueles solos rápidos criam aquela adrenalina que nos manda para o mosh-pit sem pensar duas vezes! Um Clássico garantido deverá ter sonhado um dia Steven Harris e companhia.
Sem nos deixar sonhar alto demais, «Remenber Tomorrow» cria uma certa melâncolia ao ouvinte que fácilmente se apercebe da carga emotiva de Paul que dedica este tema a seu avô falecido. O tema que influenciou bandas como Metallica a escrever «Fade To Black» e «Welcome Home (Sanatarium)» é o momento mais calmo deste clássico Iron Maiden. Como tributo, os próprios Metallica criaram uma versão no álbum da revista Kerrang! Maiden Heaven- Tribute to Iron Maiden.
O terceiro tema é também o single de apresentação dos Maiden ao mundo- «Runnin' Free»- numa onda mais blues, bem rock'n'roll old-school, que música! Na capa consta Eddie ainda tapado pois só seria revelado ao mundo no lançamento do próprio álbum. Ao nível de «Breaking the Law» do também clássico British Steel dos Metal Gods Judas Priest também lançado em '80.
Mas o que faz realmente deste álbum uma obra de arte ainda está para vir, e muito graças a este tema que se segue...
«Phantom of The Opera» é épico e nada mais se pede dele! Certamente o tema favorito de muitos fans da banda, este é um daqueles incontornáveis na sua incrível discografia. Desde o trabalho inicial de Dave Murray na guitarra á letra de Steven Harris mítico baixista da banda.
Um incrível solo pelo meio que transcede todos o temas que precederam, a técnica fantástica da banda é demonstrada pela primeira vez.
A música que se segue não baixa o nível técnico da anterior e vai mais longe, tenta o instrumental logo no álbum de estreia. «Transylvania» é complicado demais para ser tocado diziam os membros da antiga banda de Steven Harris... Eu vou mais longe, é intocável, está perfeita como está.
Iron Maiden demonstra-se cada vez mais progressivo, como se seguisse uma certa linha musical. «Strange Days» mal se distingue do tema anterior, certamente uma continuação para o ouvinte. A mesma carga emotiva, pesada.
Mas porque Maiden é Heavy Metal puro, «Santuary» não perdoa! Meu Deus que tema! O segundo single da banda e certamente o click para os fans mais antigos se virarem para a banda.
Ainda hoje é comum os fans serem presenteados com este tema no fecho dos concertos como foi o caso do Rock in Rio e do Rock am Ring.
Por curioso este tema foi só incluído no álbum em 1998 quando a discografia fora revista sendo um tema de gravação ao vivo e não de estúdio.
Este single criára também alguma polémica graças a Eddie, assassino da Primeira- Ministra Margaret Thatcher na capa do cd-single.
«Charlotte the Harlot» é uma saga que percorre outros álbuns, precisamente 4 músicas ao longo da discografia dos Maiden. Charlotte é uma personagem fictícia que retrata a vida de uma prostituta que tenta sair dessa vida da qual não se orgulha. Um bom tema que mais uma vez marca a diferença num álbum estremamente progressivo para a data.
«Iron Maiden», prova o valor do nome. Porque não se trata de meninos com guitarras e cabelos esticados mas sim de homens de barba rija, este tema rebenta com tudo e todos. Talvez o momento mais pesado do álbum na sua totalidade. Na EMI certamente encontraram diamante em bruto com este fecho que deixa no ar a vontade de carregar no replay. É dos temas menos técnicos da banda mas um clássico a par de temas como «The Trooper» que ficaram para sempre na história do Heavy Metal.
Um álbum de colecção para qualquer metaleiro que se prese!
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